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Feliz 2018 Feliz 2018 Alexandre Garcia

Feliz 2018

Colunista: Alexandre Garcia

20/01/2016 as 22h59 (Atualizado em 16/06/2018 as 14h12). Alexandre Garcia | Redação

O Fundo Monetário Internacional, de que o Brasil é sócio, prevê que nem em 2017 o Brasil estará recuperado. Para 2018, não arriscou fazer previsões. Como se recuperar, se a causa de nossos males é o governo e a solução que o governo enxerga é aumentar impostos e juros? Pobre de quem assumir a presidência da República em 2018. Será um mártir  indo para o sacrifício. Nem mesmo a nossa maior empresa pública se salvou da debacle. As ações que representam o capital da Petrobras estão valendo cerca de 10% do que já valeram. A empresa foi destruída pela mistura de petróleo com política.

Há poucos dias, fui a uma grande rede nacional de supermercados e não encontrava quem me atendesse para medir  o diâmetro de um ombrelone. Quando finalmente apareceu um funcionário, ele justificou que tinha havido muitas demissões por causa da queda nas vendas. Na indústria é pior ainda. A produção anda pela metade da capacidade instalada e as demissões já vêm de meses. Na agropecuária, nem se aproveitou todo crédito oferecido, com medo de se endividarem. As famílias que gastaram além do que podiam, confiando no crédito, agora estão em dificuldades para pagar as prestações e os juros altíssimos.

E o governo só pensa em aumentar impostos e juros. Mas nem isso ocupa a maior parte do tempo do governo. A preocupação maior é como manter-se no poder. Depois do carnaval, o governo vai perceber que está num círculo vicioso provocado por ele mesmo. A crise econômica e suas consequências sociais vão pressionar os congressistas no processo de impedimento, para tentar abreviar o sofrimento do país. E pobre de quem assumir.

Além disso, virá a pressão externa. O governo escolheu a China como parceiro prioritário. Só que a China vai comprar menos, porque está crescendo menos, “apenas 6,9%”, depois de passar duas décadas com crescimento em torno de 10%. Antes da China, o Brasil teve crescimento médio de 11,2% ao ano, entre 1968 e 1973, quando veio a crise do petróleo. A indústria, agora em crise profunda, crescia em torno de 20% ao ano. Ou seja, nós podemos.  Mas não enquanto estivermos esmagados por uma crise política, causada por incompetência e corrupção, que mina corações e mentes.

Fonte: Só Notícias

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