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Secretário pede que grupos pro-governo troquem local de protesto André Garcia, Secretário de Segurança Pública

Secretário pede que grupos pro-governo troquem local de protesto

No documento, o secretário cita que um outro protesto, que pede o impeachment da presidente, já estava marcado com antecedência

10/03/2016 as 10h08 (Atualizado em 17/08/2018 as 01h15). Valdir Vieira | Gazeta Online

Temendo o confronto de manifestantes nas imediações da praça do pedágio da Terceira Ponte, em Vitória, onde movimentos a favor e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pretendem realizar atos no domingo, o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, pediu nesta quarta-feira (9), por meio de ofício, que a Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES) e a Frente Brasil Popular - organizadoras do movimento simpático ao PT - transfiram sua manifestação de local.

Com isso, os manifestantes a favor de Dilma não poderão se aproximar do trajeto já estabelecido pelos manifestantes contrários à presidente, sob pena de serem retirados do lugar por força policial: “Se desobedecerem, em um primeiro momento a polícia vai pedir a saída, mas em um segundo, poderá impedir que continuem (no local), o que significa que podem ser retirados”, advertiu Garcia.

O secretário se baseou no artigo 5º, inciso XVI, da Constituição Federal, que garante o direito a manifestação desde que ela seja avisada previamente às autoridades competentes e também não frustre outro movimento marcado anteriormente para o mesmo local – neste caso, o pró-impeachment.

“O movimento pró-impeachment fez uma comunicação. Se tivesse sido o contrário eu faria a mesma coisa, pediria ao movimento que mudasse o trajeto. Nos dois lados tem pessoas com os ânimos exaltados. Você imagina em uma situação dessa, em um local como este, permitir que grupos com posições antagônicas se cruzem. Pode haver provocações e qualquer tumulto no vão da Terceira Ponte pode causar uma tragédia”, disse o secretário.

Distância

O secretário porém, não deixou claro a distância que manifestantes pró-Dilma poderão ficar em relação aos movimentos que pedem a saída da presidente. “Não tem um padrão definido de distância previamente. Isso para evitar que se possa dizer que estamos interferindo demais no exercício desse direito. Só estamos pedindo que eles indiquem outro local com uma distância adequada”, afirmou.

Por uma questão estratégica, o governo do Estado não está divulgando detalhes sobre o esquema de segurança que será adotado no domingo. Ontem, porém, André Garcia adiantou que haverá uma programação especial com direito a uma sala montada para gerenciamento de crise e todo efetivo ficará à disposição das policias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros do Estado.

Central Única nega risco e se reúne com governo

A secretária de Administração e Finanças da CUT-ES, Clemilde Cortes Pereira, informou na noite desta quarta-feira (9) que, até segunda ordem, está mantido o planejamento inicial do movimento contra o impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT), que no domingo, pretende se reunir, a partir das 13 horas, na praça do pedágio da Terceira Ponte.

O local é o mesmo por onde deverá passar o movimento pró-impeachment, que sairá do município canela-verde às 15 horas em direção à Praça do Papa. A coincidência de trajetos foi o que fez o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, solicitar aos sindicalistas para que façam a troca de roteiro.

A secretária da CUT disse que uma reunião está agendada hoje à tarde com Garcia para tratar do assunto. “O local está mantido. Já tínhamos a reunião marcada antes de recebermos o ofício do secretário. Temos também o nosso direito de ir e vir”, argumentou Clemilde.

Sem confronto

Ela disse também que não acredita em confronto na Terceira Ponte entre os grupos de pensamentos distintos, temor exposto pelo secretário de Segurança. “Não precisa esse medo do confronto, sempre fomos para rua pacificamente. A rua sempre foi nosso lugar. Por hora não existe a possibilidade de mudarmos de local”, alega.

Cortes ainda frisou que o movimento em que participa não se trata de um ato pró-governo Dilma, mas a favor da democracia e contra o golpe: “Não queremos o terceiro turno das eleições, queremos que se respeite a democracia”, disse.

Abaixo, o ofício encaminhado pelo Secretário:

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