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Crise afeta investimento de 61% das prefeituras Investimentos caíram em vários municípios do ES

Crise afeta investimento de 61% das prefeituras

Veja as previsões de investimentos para Iúna, Irupi, Ibatiba, Ibitirama, Alegre, Guaçuí, Muniz Freire, entre outros

13/06/2016 as 11h09 (Atualizado em 16/01/2018 as 07h39). Valdir Vieira | Gazeta Online

Diante de um quadro de crise financeira e vendo minguar os repasses de verbas dos governos federal e estadual, a maioria das prefeituras do Espírito Santo, 61%, reduziu a previsão de investimentos entre 2013 e 2016.

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCES) mostra que de 75 prefeituras com dados disponíveis, 46 diminuíram esses aportes, que são indispensáveis para a realização de obras, por exemplo.

Além disso, em 2013, primeiro ano da gestão dos atuais prefeitos, nem tudo o que foi orçado foi realmente efetivado. E, agora, no último capítulo e em época de eleição, a história pode se repetir, frustrando expectativas não somente orçamentárias, mas também da própria população.

A cidade que mais reduziu a previsão de investimentos foi Domingos Martins. Em 2013, o município pretendia alocar R$ 6,5 milhões nessa área. Já em 2016 o montante foi para R$ 1,5 milhão, uma queda de 75%. Por meio de nota, a prefeitura informou que a redução está “diretamente relacionada à queda de receita, diminuição de repasses de recursos e convênios com os governos estadual e federal e a elevação de gastos para arcar com Educação (especialmente o piso salarial dos professores e o transporte escolar)”.

Do R$ 1,5 milhão projetado para todo o ano, a prefeitura da cidade da região serrana conseguiu executar R$ 149 mil até o mês de abril.

Em segundo lugar está São Roque do Canaã. Se em 2013 o município planejou investir R$ 8,8 milhões, a verba caiu para

R$ 2,9 milhões este ano. São 67% a menos. O prefeito da cidade, Marcos Guerra (PSDB), disse que o cenário é resultado da escassez de recursos que deveriam vir por meio de emendas parlamentares ou convênios com os governos federal e estadual.

“Por causa dos cortes, o governo federal não libera as emendas, não firma convênios”, contou Guerra. “Além disso, tem a seca, que afeta a agricultura, uma das principais fontes de arrecadação do município, e a crise econômica, que afeta as indústrias. Vamos ter um déficit de cerca de R$ 3 milhões no orçamento deste ano”, afirmou o prefeito.

Assim, nem mesmo a previsão mais realista para investimentos em 2016 deve se confirmar. Entre os itens que a prefeitura de São Roque planejou fazer e que não vão sair do papel estão reformas de colégios e pavimentação de vias. “Reformamos e ampliamos cinco escolas. Queríamos fazer isso em outras duas, mas provavelmente a gente não vai conseguir. Tem também um acesso de cerca de 1,5 km que está orçado e que a gente queria calçar, mas não será possível”, lamentou o tucano, que já está no segundo mandato consecutivo e, portanto, não vai tentar a reeleição.

“Nossa meta vai ser chegar em dezembro cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal e sem ter que demitir ninguém”, pontuou Guerra.

Veja a previsão de investimento dos municípios

 

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