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Ibitirama busca melhorar a qualidade e a produtividade de café José Geraldo Carvalho e sua esposa Vanilda Luiz da Silva, produtores de café arábica, em Ibitirama.

Ibitirama busca melhorar a qualidade e a produtividade de café

Atualmente, Ibitirama possui 8 mil hectares de plantação e uma produção média anual de 130 mil sacas de café pilado

08/09/2016 as 11h27 (Atualizado em 18/08/2018 as 16h02). Redação | Incaper

O município de Ibitirama, localizado na região do Caparaó, tem como principal atividade geradora de emprego e renda a cafeicultura de arábica. O grande desafio dessa atividade está no aumento da produtividade e na melhoria da qualidade. E é para alcançar esse objetivo que o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) tem trabalhado junto aos produtores rurais.

Atualmente, Ibitirama possui 8 mil hectares de plantação e uma produção média anual de 130 mil sacas de café pilado. “A cafeicultura é uma atividade de extrema importância econômica e social para o município, pelo fato de ser uma cultura tradicional e estar presente em mais de 90% das propriedades rurais, sendo produzida por agricultores familiares e em regime de parcerias”, explicou o extensionista do Incaper Aristodemos Hassem.

Segundo Aristodemos, o maior desafio dessa atividade é aumentar a produtividade e melhorar a qualidade, buscando agregar valor ao produto e possibilitando a sustentabilidade do setor. “Diante desse cenário, o Incaper tem buscado variedades melhoradas geneticamente, mais produtivas, de menor porte e mais resistentes, etc. Também temos trabalhado a questão do espaçamento a fim de elevar o número de plantas e/ou hastes por hectare, o que eleva a produtividade e reduz a aplicação de agrotóxicos, consequentemente, diminuindo os custos de produção”, falou o extensionista.

Qualidade do café

O agricultor José Geraldo de Carvalho, da comunidade Córrego do Lage, em Ibitirama, tem investido para melhorar a qualidade do seu café, que ainda é vendido como bebida dura. Ele trabalha há 20 anos no ramo. “Antes eu trabalhava apenas com café de terreiro. Depois, comprei um despolpador e participei de eventos de qualidade de café em Venda Nova do Imigrante. Agreguei mais valor ao produto. Teve época em que o preço da saca dobrou. Com o despolpador, tive um aumento de 15% na renda”, comemorou.

 “O Incaper tem buscado aproximar os compradores de cafés finos dos produtores a fim de estimular a produção de cafés especiais no município”, explicou Aristodemos.

Tecnologias

O Incaper em Ibitirama, tomando por base experiências locais e com embasamento científico, tem atuado de forma mais efetiva na renovação do parque cafeeiro, com montagem de unidades de observação e demonstração em poda de café arábica em várias propriedades do município.

Aristodemos Hassem explicou como funciona a técnica. “Ao efetuar a recepa em lavouras velhas, deixa-se uma área foliar que serve de pulmão para planta, permitindo com isso que não haja a interrupção da fotossíntese e, consequentemente, morte elevada de raízes. Esse ‘pulmão’ vai permitir que nasça uma brotação mais homogênea e vigorosa. Assim que esses brotos pegarem um certo porte, deve-se fazer a desbrota, deixando um stand de 8.000 a 10.000 hastes por hectare”, explicou o extensionista.

Após o segundo ano de produção, começa-se a retirar gradativamente a barra da planta. A partir de então, a cada ano, na pós-colheita, os ramos menos produtivos da saia do café são eliminados, possibilitando maior aeração, facilitando os tratos culturais, proporcionando uma maturação mais uniforme e reduzindo despesas na colheita.

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