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A importância do artesanato para o turismo Artesanato Capim Dourado. Foto: Thiago Sá

A importância do artesanato para o turismo

Artesãos movimentam a economia do país e celebram data com profissão regulamentada

28/12/2016 as 14h20 (Atualizado em 19/10/2018 as 12h21). Redação | Ministério do Turismo

O Brasil tem cerca de 10 milhões de artesãos. Gente criativa que vive de bordar, costurar e esculpir, e que comercializa seus produtos em diferentes espaços como feiras, mercados ou centros de artesanato. É a arte e a cultura de um povo refletida em diversos produtos, uma arte passada de geração em geração. 

A lei 13.180 que estabelece diretrizes para as políticas públicas de fomento à profissão contou com forte apoio do ministro do Turismo,  na época, Henrique Eduardo Alves. "A regulamentação da atividade do artesão foi uma grande conquista para um setor com tanto potencial para desenvolver a economia e preservar o patrimônio do país", avaliou o então ministro.

Com a venda de suas peças para os turistas, os artesãos movimentam a economia local, geram emprego e renda não só para a família do artista como também para toda a sua comunidade. Apesar da importância econômica, o artesão só passou a ter direito a carteira nacional do artesão, linhas de crédito e qualificação com a sanção da lei.

A artesã Raquel da Cruz Lima, 30 anos, de Ponte Alta (TO), produz bijuterias e acessórios a partir do capim dourado e suas peças agradam clientes de todo o Brasil e até da França e dos Estados Unidos. “Sou apaixonada pelo capim dourado, amo o que faço e não troco minha profissão por outra”, conta a artesã autodidata que está ensinando o ofício a seus dois filhos.

De Norte a Sul do país, o artesanato brasileiro tem características diferenciadas, cada qual com a influência de suas comunidades locais e matéria-prima disponível na região. A Agência de Notícias do Turismo selecionou algumas delas:

Norte – O artesanato tem forte influência indígena, com uso de palha, fibras de açaí e penas de animais. No Pará, destaque para a cerâmica Marajoara, produzida na Ilha de Marajó e que encanta com variadas formas e padrões de decoração. No Tocantins, o rei é o capim dourado do Jalapão que transforma-se em cestos, bolsas, brincos e chapéus.

Nordeste – Seu riquíssimo artesanato produzido pelas rendeiras que fazem a renda de bilro, a renascença, o filé, o labirinto, ponto de cruz e o richelieu encantam os turistas. Também merecem destaque as xilogravuras de Jorge Luis Borges em Pernambuco, as garrafinhas com areias coloridas no Ceará e no Rio Grande do Norte e os bonecos de barro do mestre Vitalino, em Caruaru.

Centro Oeste – O cerrado é o protagonista do artesanato produzido na região. Usa-se muito flores secas e sementes para a produção de bandejas e enfeites de casa. Próximo ao Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a influência indígena também está presente nas cerâmicas, no artesanato em madeira, cipó e fibra de tucumã.

Sudeste – Em Minas Gerais, o artesanato é representado pela pedra sabão em objetos de cozinha, pelas cerâmicas produzidas em Jequitinhonha e as carrancas que afastam maus espíritos nos barcos do Rio São Francisco. As panelas de barro do Espírito Santo são Patrimônio Cultural.

Sul – As cuias de beber chimarrão de influência indígena são muito comuns. As malhas de tricô para aplacar o frio e os produtos feitos em couro também fazem parte da cultura local. Em Santa Catarina, o artesanato da palha do trigo e a renda de bilro também são típicos.

 Por Carolina Valadares

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