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Ibatiba aguarda chegada de vacinas para imunizar população Nilcilaine Hubner Florindo - Secretária de Saúde de Ibatiba

Ibatiba aguarda chegada de vacinas para imunizar população

Vacinação contra a febre amarela deverá começar na zona rural, na quinta-feira (19)

17/01/2017 as 10h38 (Atualizado em 13/01/2018 as 09h02). Valdir Vieira | Redação

Ibatiba (ES) - O número oficial de macacos encontrados mortos em Ibatiba, chega a 34. Segundo a Secretaria de Saúde do município, foram recolhidas amostras de tecidos dos macacos e o material foi encaminhado ao Instituto Evandro Chagas, no Pará. A previsão é de 20 dias para sair o resultado.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Nilcilaine Hubner Florindo (Nilce), preocupado com a situação, e com os casos de febre amarela registrados em cidades de Minas Gerais, Estado vizinho ao Espírito Santo, o prefeito de Ibatiba e atual presidente do Consórcio do Caparaó, Luciano Salgado (Pingo) esteve em Vitória, junto a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), para que a mesma pudesse pressionar o Ministério da Saúde, visando à liberação da vacina.

De acordo com Nilce, o município ainda não recebeu a vacina, o que deverá acontecer nesta quarta-feira (18), mas, o cronograma de vacinação já está pronto e breve será divulgado.

“O município não está medindo esforços para que a população local seja imunizada o quanto antes, contra a febre amarela, estamos apenas aguardando a vacina chegar”, destacou Nilce. Ainda segundo a secretária, a previsão é que a vacina chegue ao município nesta quarta-feira (18). Segundo a secretária, a quantidade de doses que o município deverá receber também ainda não é conhecida. Ela pediu a compreensão da população e disse que a vacinação deverá começar na quinta-feira (19), na zona rural, nas áreas prioritárias.

 Veja a entrevista

Saiba mais

Vacina contra a febre amarela:

 

Contraindicações:

Crianças menores de 6 meses de idade.

Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza.

Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave.

Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,radioterapia, imunomoduladores).

Pacientes submetidos a transplante de órgãos.

Pacientes com imunodeficiência primária.

Pacientes com neoplasia.

Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).

Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

Febre amarela

Uma pessoa com febre amarela apresenta, nos primeiros dias, sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave, que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre alta e calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de “borra de café” e diminuição da urina.

A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e vegetações à beira dos rios. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e ao homem. A forma silvestre da doença é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas.

Nas cidades, a doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com o coordenador do Centro de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Gilton Almada, pessoas que fazem ecoturismo ou que entram em matas por algum outro motivo correm o risco de serem picadas pelo mosquito Haemagogus infectado e contrair a doença. De volta à área urbana, essas pessoas podem ser picadas pelo Aedes aegypti, podendo dar início à reurbanização da doença. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu no Acre em 1942.

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