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Grande Vitória: Primeira vítima da febre amarela morreu em sete dias Filho de Alcides, a primeira vítima da febre amarela na Grande Vitória (Foto: Manoela Albuquerque G1)

Grande Vitória: Primeira vítima da febre amarela morreu em sete dias

De acordo com a família, ele não viajou e não foi vacinado. Os sintomas começaram a aparecer no dia 7 de março

28/03/2017 as 15h56 (Atualizado em 19/04/2018 as 18h50). Redação | G1

Alcides Silva Pena tinha 65 anos, morava em Cariacica Sede, era hipertenso e alcoólatra há 30 anos. Transmissão aconteceu na zona rural do município, que fica na região metropolitana.

A primeira morte por febre amarela registrada na Grande Vitória foi a de Alcides Silva Pena, de 65 anos. A identidade foi revelada na tarde desta terça-feira (28), pela Secretaria de Saúde de Cariacica, no Espírito Santo. Ele morava em Cariacica Sede, era hipertenso, alcoólatra há 30 anos e faleceu no sétimo dia de sintomas da febre amarela.

De acordo com a família, ele não viajou e não foi vacinado. Os sintomas começaram a aparecer no dia 7 de março.

No dia seguinte, Alcides procurou atendimento e foi internado no Hucam para observação e investigação. No dia 10, houve piora do quadro clínico e solicitação de vaga na UTI. A morte foi constatada às 13h40 no dia 13.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disse que a investigação concluiu que a transmissão aconteceu na área rural, ou seja, é febre amarela silvestre. Até o momento, não há confirmação de febre amarela urbana no estado.

Ainda segundo a secretaria, o estado tem registrado queda no número de notificações de casos suspeitos da doença.

Filho reclama de vacinação

O filho de Alcides, o motorista Wesley Bandeira Pena, disse que o pai não esteve em área de mata fechada, mas que não pode afirmar onde Alcides foi infectado.

“Ele andava muito, trabalhava como motorista, mas não saiu de dentro de Cariacica. Ele foi pro setor rural no domingo [antes de os sintomas surgirem], mas não foi para dentro da mata”, explicou.

Wesley também reclamou da vacinação no município. Ele disse que o pai não chegou a tentar se vacinar, porque precisaria do laudo médico, já que tinha mais de 60 anos. “O tumulto era muito grande para se vacinar. Só hoje Cariacica Sede foi ter um médico para laudo”, disse.

Mas, segundo a secretária da saúde de Cariacica, Stefanie Legran Macedo Vilaça, o município está preparado para atender a todos os moradores.

"O bloqueio naquela zona é de 100%. Se uma pessoa mora lá e não se vacinou, pode procurar que vai conseguir se vacinar. A demanda tem diminuído, mas é preciso se vacinar mesmo estando em área urbana. No nosso município, a zona urbana é muito próxima da zona rural. Temos condições de vacinar todos os munícipes".

Surto

O Espírito Santo tem enfrentado um surto de febre amarela desde que o primeiro caso foi confirmado em janeiro. A primeira morte causada pela doença foi confirmada no dia 30 de janeiro e aconteceu em Ibatiba. Desde então, foram 40 mortes contabilizadas. Elas estão concentradas na região Sul, Serrana e Noroeste do estado.

Para combater a doença e imunizar a população, uma campanha de vacinação aconteceu na maioria dos municípios. As prefeituras organizaram mutirões e até o momento 2.596.368 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela em todo o estado. Isso representa 72,56% da população.

A Sesa informou que, até o momento, foram distribuídas 3.332.030 doses para todo o estado.

Segundo o Ministério da Saúde, por enquanto, não há confirmação de que a febre amarela tenha chegado às áreas urbanas, onde a transmissão iria ocorrer por meio do Aedes aegypti. Todos os casos ocorreram em áreas rurais, de mata ou silvestres, atingindo municípios do interior dos estados, de acordo com o Ministério da Saúde. Nessas regiões, os mosquitos que transmitem a doença são o Sabethes e o Haemagogus.

Balanço da febre amarela no estado

Até a sexta-feira (24), o estado já havia recebido 344 notificações de suspeita de febre amarela. Desse número, 115 casos foram confirmados, 73 descartados e 40 evoluíram para óbito.

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