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Profissionais do SUS no ES iniciam pós-graduação Abertura oficial dos cursos contou com grande participação ( Foto: Assessoria de ComunicaçãoSesa)

Profissionais do SUS no ES iniciam pós-graduação

Ao todo, estão sendo ofertados sete cursos, que serão ministrados pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês

22/03/2017 as 17h01 (Atualizado em 15/01/2018 as 04h00). Redação | SESA

O secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, participou em Cachoeiro de Itapemirim, na manhã desta quarta-feira (22), da cerimônia de abertura dos cursos de pós-graduação lato sensu ofertados ao Estado do Espírito Santo por meio do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O evento foi realizado simultaneamente em todo o país. No Espírito Santo, as cidades de Cachoeiro de Itapemirim e Vitória sediaram as cerimônias das Regiões Sul e Metropolitana, respectivamente. Ao todo, estão sendo ofertados sete cursos, que serão ministrados pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. O objetivo é fortalecer o serviço público de saúde por meio da qualificação dos servidores.

Em seu discurso na cerimônia, o secretário Ricardo de Oliveira conectou a importância dos cursos ao fortalecimento das regiões, e insistiu na questão da Rede Cuidar como saída para o fortalecimento do SUS. “Estamos fazendo todo um processo de organização da saúde com essa ideia de descentralização da gestão e do atendimento. Essa, no entanto, não é a única melhoria que a Rede Cuidar está trazendo. Ela está tentando dar racionalidade a nossa rede de atenção”, destacou Oliveira.

O secretário ressaltou que a porta de entrada para os atendimentos é a atenção primária, e disse que as unidades da Rede Cuidar terão pessoas designadas para fazer tutoria com relação à rede de atenção básica de saúde, a fim de garantir o elo entre as unidades da atenção primária e a rede. “Isso é fundamental porque alguém tem que se responsabilizar por essa relação. Unidade Básica de Saúde está encaminhando gente pra a atenção secundária que não precisa enviar, isso representa problema na qualidade no atendimento. Alguém tem que monitorar a qualidade das unidades básicas de saúde. Não no sentido de policiar, mas de gerenciar para fazer com que ela seja resolutiva”, detalhou Oliveira.

A superintendente da Regional Sul de Saúde, Micheline Pitanga, ressaltou que não adianta criar serviços de saúde se não houver profissionais preparados para a gestão e para o cuidado dos pacientes. Nesse sentido, ela acredita que a qualificação oferecida por estes cursos de pós-graduação vai fortalecer a implantação da Unidade Cuidar Sul. “Temos cursos em diferentes áreas da saúde, e todos eles juntos vão fortalecer o atendimento, seja no âmbito da prevenção ou no atendimento ao paciente”, opinou.

Os cursos

Segundo o chefe do Núcleo Especial de Desenvolvimento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Luiz Claudio Oliveira da Silva, a oferta desses cursos foi negociada pelo Ministério da Saúde, em Conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), e levou em consideração as necessidades de formação apresentadas pelos estados brasileiros.

No Espírito Santo, serão contempladas as Regiões Sul e Metropolitana. Na Região Sul, serão ofertados os cursos de especialização em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde (40 vagas); Regulação em Saúde (40 vagas); Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente (20 vagas); Vigilância em Saúde (20), Preceptoria de Residência Médica (10 vagas) e Preceptoria no SUS (10 vagas). Já na Região Metropolitana, as especializações serão nas áreas de Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente (40 vagas); Gestão da Vigilância Sanitária (40 vagas); e Vigilância em Saúde (40 vagas).

Para Luiz Claudio, que coordena os cursos na Região Metropolitana, a oferta de capacitação é importante e estratégica para melhorar a prestação de serviços em saúde na Região Metropolitana, onde está concentrada praticamente metade da população do Espírito Santo. “É importante formar pessoas para influenciar a tomada de decisão, seja nos hospitais, no cuidado ao paciente, seja na vigilância em saúde, para melhorar as ações que previnem o adoecimento e as internações, evitando a sobrecarga dos serviços”, avaliou.

Como funciona

Os cursos serão oferecidos na modalidade semipresencial, no período de março a novembro de 2017, com carga horária de 360 horas, sendo 288 horas presenciais e 72 horas de trabalho a distância. Ao todo, estão sendo ofertadas 240 vagas, sendo 120 para a Região Sul e 120 para a Região Metropolitana. As vagas foram distribuídas entre serviços de saúde municipais, estaduais e federais, entre eles hospitais, unidades básicas de saúde, Pronto Atendimentos (PAs) e vigilância em saúde.

Qualificação

Conforme explica Márcia N. Ogata, gestora de aprendizagem do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, de forma geral, o objetivo do Proadi-SUS é formar e capacitar trabalhadores da saúde, buscando a qualificação da gestão e da atenção em saúde.

“O produto destes cursos de especialização é a criação de projetos de intervenção para atender às necessidades da região. Os profissionais vão priorizar problemas e trabalhar propostas de gestão articuladas com o gestor”, explicou Ogata, que também é professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSC).

Para a superintendente da Região Sul de Saúde, Micheline Pitanga, o projeto de capacitação de profissionais do SUS executado pelo Hospital Sírio-Libanês é transformador, pois são apresentadas diversas ações educacionais que fazem com que o processo de aprendizagem fique consolidado no aluno, que se torna protagonista do processo.

“Vejo todo esse processo como desafiador e ao mesmo tempo encantador, pois ele nos dá a oportunidade de juntos tentarmos transformar a realidade do cuidado, do ensino e da saúde em nossa região, assegurando o papel do processo de regionalização”, comentou a superintendente.

Apes

Quem vai ministrar os cursos de pós-graduação são profissionais das próprias regiões contempladas, que foram habilitados como facilitadores de aprendizagem no curso de Aperfeiçoamento em Processos Educacionais (Apes), também ministrado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês por meio do Proadi-SUS.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde 

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