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Morre Willy Gonser, o narrador esportivo mais completo do Brasil O corpo de Willy será velado a partir de 17h no Funeral House, na Avenida Afonso Pena em BH

Morre Willy Gonser, o narrador esportivo mais completo do Brasil

Pelos microfones da Rádio Itatiaia, Willy Gonser marcou gerações de torcedores, especialmente os atleticanos

22/08/2017 as 14h35 (Atualizado em 21/08/2018 as 11h45). Redação | Rádio Itatiaia

O ex-narrador esportivo Willy Gonser, conhecido como o mais completo do Brasil, morreu na manhã desta terça-feira, aos 80 anos, no hospital da Unimed, em Belo Horizonte, onde estava internado há uma semana para tratar de uma pneumonia.

O corpo de Willy será velado a partir de 17h no Funeral House, na Avenida Afonso Pena, número 2.158, no Bairro Funcionários, em BH. O enterro será às 10h desta quarta (23), no cemitério Bosque da Esperança, no Bairro Jaqueline, também na capital mineira.

Álvaro Damião, Kátia Prereira e Eustáquio Ramos se emocionam ao noticiar a morte de Willy Gonser

Pelos microfones da Rádio Itatiaia, Willy Gonser marcou gerações de torcedores, especialmente os atleticanos, com sua voz inconfundível, descrição precisa e emoção genuína.

Ele iniciou a trajetória na Itatiaia em 1979. Foram quase 30 anos narrando jogos do Atlético e da Seleção Brasileira. Ao longo da carreira, Willy transmitiu 11 Copas do Mundo.

História

O pontapé inicial deu-se na Rádio Marumby, do Paraná. “Eu era locutor já há dois anos. Fazia tudo, inclusive era radioator e animador de auditório. Tudo, menos esporte. O chefe da equipe de esportes perguntou se eu não queria dar uma mãozinha para eles. Ele queria me levar para a equipe. ‘Vai comentar uma preliminar domingo no estádio’. Era um campeonato de aspirantes, que havia no Paraná na época”, contou o narrador em entrevista no programa Bastidores, da Itatiaia, em 2012.

Ferroviária e Britânia se enfrentavam. Ao fim do primeiro tempo, o narrador anunciou Willy para comentar. Os 15 minutos se passaram, e o locutor não voltou. “Eu estava sozinho na cabine. Depois fiquei sabendo que o chefe da equipe estava no corredor ouvindo para ver o que eu faria. A bola rolou e eu comecei a narrar”.

A chegada à Itatiaia foi em 1979. Willy conta que já conhecia o comentarista e coordenador de esportes da Rádio de Minas, Osvaldo Faria porque há alguns anos fizeram uma transmissão juntos.

“Ele fez comigo uma partida que apontaria o primeiro adversário do Brasil na Copa de 74: Espanha x Iugoslávia. A Itatiaia não conseguiu a linha [para transmissão] – e eram poucas – e eu tinha conseguido, era o coordenador da Rádio Gaúcha naquele tempo. Acabou-se fazendo essa composição.”

Cinco anos depois, estaria na Itatiaia. A estreia, segundo Willy, foi num jogo entre Atlético e Fluminense, de Araguari, “numa tarde de meio de semana do mês de julho.”

Uma de suas narrações mais marcantes foi a do milésimo gol do Atlético em campeonatos brasileiros, feito pelo atacante Marques, contra o Goiás, em 2001, no Estádio Serra Dourada. “Eu até admito que cada vez que ouço o lance [percebo que] a emoção me dominou muito mais do que em outras ocasiões.”

Também é lembrada pelos torcedores a perfeita descrição do segundo gol de Ronaldo na final da Copa do Mundo contra a Alemanha, em 2002. Esse foi o gol que mais o emociou. "Porque eu sou fã número 1 do Ronaldo Fenômeno. Essa foi uma daquelas [narrações] em que o aspecto emocional se sobrepõe à necessidade de ser observar sempre a boa técnica, mas às vezes a gente se esquece disso em nome da emoção. Eu falei do Ronaldo, mas o Rivaldo abrindo as pernas e tirando metade da defesa alemã..."

Após sair da Itatiaia, em 2009, Willy foi para a litorânea Alcobaça, no Sul da Bahia, praia que costumava frequentar quando estava de férias, mas não deixou de acompanhar o esporte. “Como tenho tempo disponível muito maior, hoje me sinto mais bem informado do que antes”, disse. “Sábado e domingo eu tenho que descansar, é um descanso completo, porque de segunda a sexta eu não faço nada”, brincou, bem humorado.

Em 2015, voltou ao microfone para ser diretor de esportes, comentarista e apresentador da Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, onde ficou por seis meses, seu último trabalho.

O mais completo acumulou passagens por algumas das maiores emissoras do rádio brasileiro como a Nacional (Rio de Janeiro), a Continental (Rio de Janeiro), a Jovem Pan (São Paulo), a Bandeirantes – onde só fez um jogo – (São Paulo), a Gaúcha (Rio Grande do Sul) e a Farroupilha (Rio Grande do Sul).

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